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domingo, 9 de janeiro de 2011

A centopéia humana (Primeira sequência)

Título original: The Human Centipede (First Sequence)
Ano de lançamento: 2009
País: Holanda
Direção: Tom Six
IMDb

Elenco:
Dieter Laser - Dr. Heiter
Ashley C. Williams - Lindsay
Ashlynn Yennie - Jenny
Akihiro Kitamura - Katsuro
Andreas Leupold - Det. Kranz
Peter Blankenstein - Det. Voller

Sinopse & notes:
Digno de comentário, porém intragável na minha percepção, The human centipede traz o vilão mais bizarro, doentio e com o propósito mais sem sentido que eu já vi nesse gênero de filme.

Dr. Heiter é um homem doente com uma idéia absurda. Cirurgião conhecido por suas operações de separação de gêmeos siameses, Heiter alimenta a idéia fixa de fazer o inverso: juntar pessoas umas nas outras. Heiter testou a idéia em seus 3 cachorros, mas não ficou satisfeito. Assim, passa a seqüestrar pessoas que sejam compatíveis com uma possível experiência com humanos. Não bastasse a idéia absurda de unir pessoas através de processo cirúrgico, o modo como ele pretende fazer isso é inqualificável: Dr. Heiter quer ligá-las através de seus sistemas digestivos. Em miúdos: costurar a boca de uma no cu da outra e assim por diante, costurando uma pessoa atrás da outra até formar o que ele chama de “a centopéia humana”. Unidas desse modo, as fezes da pessoa da frente alimentam a pessoa de trás até o último da fila. Uma idéia dessa parece até engraçada dizendo assim. Num filme trash seria engraçado. A questão é que The human centipede é um filme com pretensão realista, que leva seu argumento muito a sério.

O foco da obra está no drama das vítimas Lindsay e Jenny, americanas viajando pela Europa que resolvem alugar um carro pra ir atrás de uma boate chamada Bunkar. Com o carro quebrado no meio do nada, as garotas terminam indo pedir ajuda na casa do tal doutor. O terceiro cobaia da experiência é um turista asiático capturado pelo médico.

Eu achei bizarro desde a tortura psicológica pré-cirurgia – eu só faltei ter um treco na cena que ele explica para os “pacientes” todo o processo cirúrgico através de uma apresentação de slides – até a rotina pós-cirúrgica das vítimas, já como centopéia – também fiquei de cara com a cena em que ele mostra pras vítimas o resultado da cirurgia e enquanto os 3 choram de desespero, o doutor, insanidade pura, chora de emoção. Como se não bastasse, apesar de apreciar “sua obra”, o doutor na verdade despreza cada uma daquelas pessoas envolvidas no processo individualmente e os trata como se fossem um animal de estimação mesmo. É muito sofrimento pra uma vítima de filme de terror.

Desconfortável é a palavra que define a obra. Mas isso não é unânime, o filme gerou uma grande polêmica. Teve gente que odiou, teve gente que achou divertido, e teve gente, como essa pessoa aqui, que inclusive tatuou o sketch da cirurgia, que o doutor louco exibe na apresentação de slides. A mesma ilustração já rendeu muitas brincadeiras, como esta, e materiais promocionais como blusas, pingentes e bonecas. Soa divertido né? Minha dica: Se for conferir, deixe pra comer a pipoca umas duas ou três horas antes.

Ah, já ia esquecendo. Essa foi somente a “primeira sequência” e o diretor já anunciou a “sequência completa”.