Filmes

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A vagina assassina

Título original: Kiseichuu: kiraa pusshii
Ano de lançamento: 2004
País: Japão
Direção: Takao Nakano
IMDb

Elenco:
Yumi Yoshiyuki - Sayoko Jujo
Toshimichi Tasaki - Naoto Kuraki
Sakurako Kaoru - Mikage Ryoko
Sachika Uchiyama - Saki Kiriyama
Natsumi Mitsu - Mari Akabane
Tomohiro Okada - Akira Yono
Tôgo Okumoto - Hiroshi Omiya

Sinopse & notes:
Meu irmão, os japoneses realmente REALMENTE conseguem. Assisti há alguns dias, mas só tive palavras hoje. O filme se baseia na idéia de um parasita – chamado pelos japoneses de “Aparache no Mogeto” – que se aloja em mulheres e se alimenta através de suas respectivas vaginas. Trash é pouco. Trash é Fome animal. Esse filme é bizarro!

Vaginas assassinas, certo? Eles podiam ter pensado: “Ok, vamos parar por aqui”, mas alguém deve ter tido a idéia: “Que nada galera, vamos botar uns adolescentes e ver como fica!” E outro completou: “E o Brasil, galera! As pessoas adoram os trópicos! Vamo arrumar um jeito de enfiar o Brasil na história!” O resultado é especial...

Um casal de pesquisadores japoneses percorre a Floresta Amazônica em busca do “Aparache no Mogeto”, uma parada que é definida no filme apenas como “uma coisa que dizem ter o poder de ‘rasgar a terra’”. Eles são muito científicos, por isso basta uma metáfora pra justificar uma pesquisa e uma busca pela Floresta Amazônica. Ao encontrar o tal “Aparache no Mogeto”, o guardam numa caixa de isopor daquelas que não são seguras nem pra você botar sua cerveja, que dirá um parasita assassino. Nessa cena resolveram ainda dar “uma palhinha” pros japoneses da nossa riqueza etnográfica mostrando um... cacique (interpretado por um ator japonês, é claro), que aparece em trajes absurdos – Eu ia dizer “caricaturados”, mas vendo agora novamente, pude identificar em seu vestuário: couro e tachas de metal, em modelagem especialmente inspirada naquele corte clássico de Madonna com bojo para os seios pontudos. Bom, esse cacique vestido de Madonna aparece gemendo e apontando pro isopor. O guia da expedição traduz os gemidos como um alerta de perigo. Segundo ele, o cacique está dizendo que aquele é um “peixe perigoso”. Gemido vai, gemido vem, o cacique fica louco e pula em cima do isopor pra tentar tirar o parasita de lá de dentro. Na tentativa de impedir que o cacique liberte o parasita, a cientista senta em cima do isopor. Mas se não era exatamente a chance que o “Aparache no Mogeto” precisava! O animal imediatamente fura a tampa do isopor e as roupas da cientista, adentrando seu corpo através daquela área tão especial.

Depois dessa abertura somos apresentados aos verdadeiros protagonistas do filme: 5 adolescentes que estão apenas a fim de se divertir. São eles as meninas Ryoko, Saki e Mari e os garotos Akira e Hiroshi. Essa galera com a inteligência de outra era está viajando de kombi pelo Japão quando o automóvel quebra no meio do nada e todos constatam que seus celulares estão sem sinal. De um lado e do outro só tem floresta. Então uma garota fala para os outros: “Será que tem um telefone público por aí?” Ao que é respondida: “Provavelmente”. Assim, os 5 adolescentes saem adentrando a floresta em busca de um telefone público, quando encontram uma casa e resolvem invadi-la apenas pra passar o tempo. Lá, as garotas são, uma a uma, possuídas pelo parasita e se transformam em assassinas com vaginas dentadas.

Esse filme não é muito careta, não. É sexo e sangue, tripas e peitos, na mesma cena sem nenhum indicativo de diferenciação, tipo “aqui terminou o erotismo e agora começou o canibalismo”. Destaque pra cena do embate entre Saki e Ryoko, que é meio briga, meio “sarração”. Então em dado momento uma simplesmente arranca o bico do peito da outra com os dentes e você pensa “Ok, agora a doida estilou, estilou”, mas na verdade ela responde: “Você também pode me comer, eu estou deliciosa”. Sim, o argumento é bizarro, a produção é sofrível, mas fazer o que? Eu gosto de filme ruim. Recomendo.

Para tosqueira semelhante, confiram também A Camisinha assassina, divertidíssima produção alemã da década de 90.