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domingo, 6 de maio de 2007

O jogo do espelho

Título original: Bloody Mary
Ano de lançamento: 2006
País: EUA
Direção: Richard Valentine
IMDb

Elenco:
Kim Tyler - Natalie
Matt Borlenghi - Bobby
Jessica Lous - Nicole
Cory Monteith - Paul Zuckerman
Danni Hamilton - Jenna
Amber Borycki - Tabitha
Lindsay Marett - April
Brianne Wigeland - Shelby
Christian Schrapff - Scooter
Jaason Simmons - Dr. Daniels
Richard Carmen - Dr. McCarty
Eero Johnson - Railroad
Anna Pippus - Hilary
Richard Valentine - Bloody Mary
Troy Turi - Johnny


Sinopse:
O jogo do espelho é mais um filme que se baseia na lenda de Bloody Mary. Não, eu não estou falando de Maria I de Inglaterra e muito menos daquela bebida horrível feita com suco de tomate.

Por se tratar de uma lenda urbana, existem diversas variações da história de Bloody Mary, mas a base de todas elas é que se trata de um espírito vingativo que se manifesta se seu nome for repetido uma certa quantidade de vezes em frente a um espelho.

Há outros filmes de terror que se baseiam no mito. Um deles é o conhecido Candyman de Clive Barker, cujo fantasma dava o ar de sua graça cada vez que seu nome fosse repetido 5 vezes na frente de um espelho.

A franquia Lenda urbana também criou sua própria versão para a lenda. No terceiro filme da série, Bloody Mary teria sido uma estudante assassinada no dia de sua formatura, em meados de 1960, e que volta 40 anos depois porque seu nome foi pronunciado 3 vezes.

O jogo do espelho concentra seu enredo num hospital psiquiátrico que na década de 70 recebe uma paciente não identificada que passa a ser chamada de Mary. A garota tinha uma fixação doentia por sua própria imagem e passava dia e noite em frente a um espelho olhando seu reflexo.

Numa tentativa mal sucedida de estupro, dois enfermeiros do hospital são atacados pela garota, que arranca o olho esquerdo de um deles. O episódio lhe vale o apelido de “Bloody Mary”. Tempos depois Mary desaparece da clínica. Acreditando que esta tivesse fugido, a população local é alertada, mas logo seu corpo é encontrado nos túneis subterrâneos do hospital, onde ela esteve durante todo o tempo.

O filme tem início contemporaneamente, quando três enfermeiras do hospital lideradas por uma delas – Jenna – pressionam Nicole, uma outra colega de trabalho, a entrar no túnel e fazer parte de um jogo. Nicole deve tirar toda sua roupa e seguir até o final do túnel, onde há um espelho, e repetir ad infinitum a frase “I believe in Bloody Mary”.

Segundo Jenna, o motivo de tanta pressão deve-se ao fato de Nicole precisar de uma lição por “ter a língua muito grande”. Pra isso pediu que Scooter – um rapaz da turma, também enfermeiro – a esperasse dentro do túnel no intuito de assustá-la. Porém, quando as garotas começam a escutar os gritos de Nicole, Scooter aparece para cumprimentá-las.

É com base em clichês desse tipo que o filme tem seguimento. Com o desaparecimento de Nicole, o filme passa a se concentrar nas buscas de sua irmã Natalie e no trágico final dos outros personagens ligados ao episódio.

Apesar de previsível e mal atuado, o filme tem seus momentos razoáveis. Também achei positivo terem deixado alguns fatos no ar sem maiores explicações. Tendo em conta que o esclarecimento poderia ser pior que o fato, prefiro realmente não saber o motivo dos sangramentos de Jenna, de suas manchas e feridas na pele ou do envolvimento de um dos médicos do hospital com o jogo do espelho.

A vilã ainda me lembrou um bocado a fada dos dentes de No cair da noite (Darkness falls, 2003), o que definitivamente não consiste num bom ponto de referência. Assim como a bruxinha do anterior, que só se manifestava no escuro, esta aqui só o faz na presença de um espelho.

Bom, só vale a assistida se você estiver sozinho e a única outra opção for House of the dead.

Conceito: d