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quarta-feira, 25 de abril de 2007

A casa da colina

Título original: House on haunted hill
Ano de lançamento: 1999
País: USA
Direção: William Malone
IMDb
Site oficial

Elenco:
Geoffrey Rush - Stephen H. Price
Famke Janssen - Evelyn Stockard-Price
Chris Kattan - Watson Pritchett
Taye Diggs - Eddie Baker
Ali Larter - Sara Wolfe
Peter Gallagher - Donald W. Blackburn, M.D.
Bridgette Wilson - Melissa Margaret Marr
Jeffrey Combs - Dr. Richard Benjamin Vannacutt


Sinopse:
A casa da colina foi o primeiro filme da Dark Castle, produtora especializada em filmes de horror, que surge com a parceria de Joel Silver e Robert Zemeckis.

A produtora possui boas referências, a começar pelo nome que carrega, inspirado em William Castle, famoso diretor do gênero entre as décadas de 40 e 70. E pra estréia, decidiram refilmar uma obra do mesmo: A casa dos maus espíritos (House on haunted hill, 1959), que além disso é estrelado por Vincent Price.

Mas apesar dessas referências a diretores, atores e clássicos do horror, a Dark Castle ainda não conseguiu fazer nada realmente interessante, se perdendo em tentativas mal sucedidas de contemporaneizar antigas obras e realizações de filmes muito pouco originais dentro do gênero.

Ainda não tive oportunidade de assistir A casa dos maus espíritos, mas sei que se trata da história de um milionário freak (Vincent Price), que decide comemorar o aniversário de sua quarta esposa num antigo casarão que foi palco de vários homicídios. Para a “festa” ele convida cinco pessoas e oferece 10 mil dólares a cada uma. A única condição para receber a grana é conseguir passar a noite na casa.

Nessa refilmagem a mansão é o antigo Instituto Psiquiátrico Vannacutt para Loucos Criminosos, fundado em 1910 e dirigido pelo doutor Richard Benjamin Vannacutt, que com a ajuda de mais sete médicos transformou o local num verdadeiro show de horrores, torturando, mutilando e utilizando os internos em experiências bizarras.

Os estranhos métodos do Dr. levaram muitos à morte. Em 1931, os internos se rebelaram, levando aos funcionários do hospital o terror e a violência que tiveram durante anos. Para evitar que saíssem do hospital, Vannacutt aciona o sistema anti-fugas – uma engrenagem que lacra todas as portas e janelas da construção com grossas placas de metal, impedindo que qualquer um possa sair ou entrar. Também preso, Vannacutt termina morto nas mãos dos internos. O local é incendiado e apenas cinco sobrevivem ao massacre.

Essa parece uma boa forma de começar um filme de terror, e é impressionante que tenham conseguido estragar a idéia com situações inverossímeis e efeitos especiais de muito mau gosto ao longo da trama.

O filme se concentra no casal Stephen e Evelyn, que se odeiam mortalmente. Para seu aniversário, Evelyn pede que o marido alugue o antigo hospital e o entrega uma extensa lista de convidados. Stephen, no entanto, ignora a lista e convida apenas quatro estranhos, visando transformar o aniversário da esposa num verdadeiro living hell.

No dia da festa ele oferece um milhão de dólares a cada um dos presentes, com a condição de que consigam passar a noite inteira no local. A despeito dos avisos do proprietário Watson Pritchett de que o casarão não é seguro, todos aceitam a proposta e terminam trancafiados quando o sistema anti-fugas é misteriosamente acionado. O próprio Pritchett não consegue deixar o lugar a tempo.

O filme se mantém de forma bastante plausível durante boa parte do tempo. As relações são verossímeis, o suspense é bem construído e as situações de horror e assombrações bem interessantes. Mas aí em dado momento não se sabe o que deu na cabeça do roteirista e a trama se perde completamente. Como se isso não bastasse, somos brindados com um final estapafúrdio, onde uma entidade bizarra de CGI aparece do nada e sai matando todo mundo.


Conceito: d