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quarta-feira, 7 de março de 2007

Possessão

Título original: Possession
Ano de lançamento: 1981
País: França / Alemanha Ocidental
Direção: Andrzej Zulawski
IMDb

Elenco:
Isabelle Adjani - Anna/Helen
Sam Neill - Mark
Margit Carstensen - Margit Gluckmeister
Heinz Bennent - Heinrich
Johanna Hofer - Mãe de Heinrich
Carl Duering - Detetive
Shaun Lawton - Zimmermann
Michael Hogben - Bob


Sinopse:
Possessão mostra um casal – Anna e Mark – em fase de separação. Depois de passar um longo tempo ausente em vista de um trabalho não especificado, Mark volta e descobre que nada será como antes. A esposa tem um amante há um ano e não pretende dar continuidade ao casamento, deixando o apartamento em que moram e voltando esporadicamente apenas para ver o filho do casal – Bob.

Inicialmente Mark enlouquece, o que resulta em brigas homéricas muito memoráveis, com a delirante atuação de Isabelle Adjani, que lhe valeu o César de melhor atriz. Aliás, em termos de atuação, pode-se dizer que o filme inteiro é um doce da melhor qualidade. Destaque ainda para Heinz Bennent, que interpreta Heinrich, o amante afetado de Anna, responsável pelas poucas cenas que valem risadas no filme. Mas o ponto alto é sem dúvida o surto de Isabelle Adjani, que enlouquece muito alucinadamente no metrô, e que eu fiz questão de botar no YouTube, muito embora um milhão de pessoas tenha tido a mesma idéia. Uma interpretação daquela é uma das poucas coisas na história do cinema capazes de fazer você ficar instantaneamente de cara.

Mas dando continuidade ao enredo, tudo corre normalmente dentro do quadro de bizarrice construído, até que descobrimos que Anna não abandonou a família para viver com o amante, e sim com uma criatura medonha com quem ela mantém relações sexuais e é até capaz de matar para proteger.

O que se segue a partir daí não dá pra ser analisado em termos literais. E olhe que eu assisti com uma legenda pessimamente traduzida do espanhol pra português de Portugal. Tive que refazer a legenda e assistir tudo de novo.

Bom, com ou sem legenda, o fato é que Possessão deixa muitas dúvidas no ar. Mas nada impossível para a criatividade das pessoas. Pela Internet encontrei interpretações as mais diversas, que vão desde implicações políticas até reflexões acerca do ângulo formado pela posição dos protagonistas no espaço.

A belíssima trilha sonora fica por conta do próprio Andrzej Zulawski, que pelo que notei no IMDb, realizou bem mais trabalhos como compositor do que como diretor, numa proporção de 68 pra 14.

Locações bizarras da Alemanha Ocidental completam o quadro, dando um clima de decadência que bate a comentada Bratislava do recente Hostel. Isso sem falar da paisagem do apartamento do casal, que é nada menos que o Muro de Berlim, ainda de pé quando da realização do filme.

E depois disso ainda há espaço pra um gorezinho básico e um monstro surreal. Um prato cheio não só pra quem curte o gênero.

Conceito: a