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terça-feira, 13 de março de 2007

O grito

Título original: The grudge
Ano de lançamento: 2004
País: USA / Japão / Alemanha
Direção: Takashi Shimizu
IMDb
Site oficial

Elenco:
Sarah Michelle Gellar - Karen Davis
Jason Behr - Doug
William Mapother - Matthew Williams
Clea DuVall - Jennifer Williams
KaDee Strickland - Susan Williams
Grace Zabriskie - Emma Williams
Bill Pullman - Peter Kirk
Rosa Blasi - Maria Kirk
Ted Raimi - Alex
Ryo Ishibashi - Nakagawa
Yoko Maki - Yoko
Yuya Ozeki - Toshio Saeki
Takako Fuji - Kayako Saeki
Takashi Matsuyama - Takeo Saeki


Sinopse:
Lembro de ter sido bastante severa na minha primeira opinião sobre O grito. Quando assisti esse filme eu tinha em mente um remake como O chamado, que ocidentalizava o japonês Ringu com maestria, não apenas se utilizando da idéia geral, mas transferindo toda a história e mitologia da obra para o território americano.

Minha primeira decepção com O grito foi o fato de um remake cujo objetivo é nada mais que ocidentalizar uma história japonesa ser exatamente igual ao primeiro, inclusive se passando no Japão, com os mesmos atores interpretando os vilões, e com roteiro entrelaçado tal qual o anterior. Até a casa é a mesma!!! A única diferença aqui é que são americanos e não japoneses morrendo.

E mesmo o que eu acreditava ter sido criado para a refilmagem era na verdade baseado em outros filmes da saga Ju-on.

A série japonesa é composta, até o presente ano, de quatro filmes. Dois realizados para a TV em 2000: Ju-on – The curse e Ju-on – The curse 2; e dois feitos para o cinema em 2003: Ju-on – The grudge e Ju-on – The grudge 2.

A base dessa refilmagem é o terceiro filme, ou seja, o primeiro realizado para o cinema, o Ju-on – The grudge. No entanto é notável que Takashi Shimizu termina por se basear em todos os filmes da série, incluindo em O grito cenas que não fazem parte do Ju-on – The grudge.

A mitologia é a mesma nos dois filmes. Um homem – Takeo Saeki – assassina brutalmente sua esposa Kayako e seu filho Toshio, criando na casa uma maldição de rancor que mata todos que ousam adentrar o recinto.

Aqui a história é centrada no personagem de Sarah Michelle Gellar, Karen Davis, que viaja para o Japão com o namorado Doug e estuda para ser assistente social. Um dia ela é enviada para cuidar de uma velha senhora porque a assistente que comumente realizava tal trabalho desapareceu.

A trama segue expondo acontecimentos anteriores a chegada de Karen na casa, mostrando o fim de cada membro da família americana que se muda para lá com a senhora.

O personagem de Sarah Michelle Gellar é o Rika do original. A diferença é que no Ju-on – The grudge, Rika é um personagem como qualquer outro, que entra na casa e recebe a maldição. Aqui o mesmo personagem se transforma em protagonista. É Karen que investiga os acontecimentos da casa e quem tenta dar um fim a maldição.

Já o personagem de Bill Pullman, o que se joga da sacada de um prédio no início, não existe no The grudge. Ele é baseado em Kobayashi, personagem do The curse. No oriental ele é professor de Toshio e vai até a casa saber do paradeiro do menino, que nunca mais foi às aulas. Lá ele descobre através do diário de Kayako que esta era apaixonada por ele. Também é Kobayashi que encontra o corpo de Kayako.

Aqui ele é Peter, um também americano professor. Mas não de Toshio e sim da própria Kayako, que como descobrimos posteriormente através de Karen, nutria uma platônica e quase psicótica paixão pelo mesmo. A inclusão desse personagem no remake é um ponto positivo. É por causa dele que Kayako é assassinada e a maldição tem início. Sua inesperada morte na abertura do filme também dá ao telespectador uma boa idéia do que vem pela frente.

A título de curiosidade cito duas cenas inspiradas em outros filmes da série. Uma delas ocorre na visita que Peter faz a casa, quando ele tem a visão do corpo enforcado de Takeo sendo balançado pelo espírito de Toshio. Takashi Shimizu tirou a cena do Ju-on – The grudge 2 no segmento Tomoka. Tomoka é uma jornalista que faz uma entrevista na casa e tem a maldição sobre si e seu namorado. Já quando preparava a entrevista, ela nota estranhas batidas na parede de um cômodo de seu apartamento. Com o tempo descobre que eram os sons do corpo de seu namorado enforcado sendo balançado por Toshio num futuro próximo.

Outra cena é a da garota sem mandíbula, inspirada no The curse. No japonês ela é Kanna, uma garota que se muda para a casa com a família. Aqui é Yoko, a assistente social que desaparece no início, sendo substituída por Karen.

O grito pode ter boa parte de sua graça perdida quando assistido por alguém que já teve a oportunidade de dar uma olhada nas versões originais. Mas é notável o impacto que teve no ocidente, angariando mais fãs do que a refilmagem do oriental Ringu. É um filme de qualidade, extremamente assustador, e que aproveita bem a idéia original, reunindo o que há de melhor nos filmes anteriores.

Conceito: c