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sábado, 31 de março de 2007

Batalha real

Título original: Batoru rowaiaru / Battle Royale
Ano de lançamento: 2000
País: Japão
Direção: Kinji Fukasaku
IMDb

Elenco:
Tatsuya Fujiwara - Shuya Nanahara - Boys #15
Aki Maeda - Noriko Nakagawa - Girls #15
Taro Yamamoto - Shougo Kawada - Boys #5
Yukihiro Kotani - Yoshitoki Kuninobu - Boys #7
Kou Shibasaki - Mitsuko Souma - Girls #11
Masanobu Ando - Kazuo Kiriyama - Boys #6
Chiaki Kuriyama - Takako Chigusa - Girls #13
Hitomi Hyuga - Yuko Sakaki - Girls #9
Takeshi Kitano - Kitano
Yûko Miyamura - Training Video Girl


Sinopse:
Apesar de ser de 2000, Batalha real só foi devidamente lançado em DVD no Brasil no mês passado. Até então restava aos interessados baixar ou aguardar que a mostra Oriente Extremo rolasse em sua cidade.

Aqui em Recife a mostra foi exibida no Cine UFPE. E ainda que eu tenha conseguido assistir filmes como A tale of two sisters, Môjuu e Suicide club, perdi o Battle Royale – na época ainda sem título em português – chegando a pensar que jamais teria outra oportunidade de conferi-lo.

O filme nos apresenta um futuro caótico no Japão, onde a delinqüência juvenil toma proporções assustadoras e não há mais como controlar os jovens. Para amenizar o problema, o governo toma a drástica medida de pôr em prática uma lei intitulada Battle Royale, ou como eles conseguem falar em japonês, Batoru rowaiaru.

Segundo a lei, todo ano é escolhida aleatoriamente uma turma da 9ª série de um colégio determinado também fortuitamente. Uma vez estabelecidos o colégio e a turma, todos os estudantes são enviados para uma ilha e recebem instruções para matar uns aos outros dentro de 3 dias.

Não é possível fugir da ilha ou burlar o sistema, pois todos os adolescentes foram presenteados com um colar permanente que indica o estado vital e a exata localização de cada um. Somente um deve vencer a batalha. Se ao final do prazo houver mais de um teenager vivo, é acionado um mecanismo que faz com que o colar exploda, matando todos os restantes.

A cada um é dado um kit básico com utensílios tais como mapa, lanterna, etc; além de modestas provisões (pão e água); e uma arma. Mas para apimentar a disputa, as armas variam em grau de eficiência, e vão de leques de papel, passando por tampas de panela, até chegar em foices e metralhadoras.

Todos os estudantes são numerados e no início de cada dia o responsável pelo programa anuncia a lista dos mortos.

O filme consegue expor de forma bastante satisfatória as relações de ordem social que envolvem aqueles adolescentes, entrelaçando muito bem os dilemas comuns a tal faixa etária à mais nova preocupação de sobrevivência. Nesse emaranhado temos ainda o fato de que os estudantes não são jogados lá para matar desconhecidos, e sim pessoas que vêem diariamente desde a idade mais tenra, ou seja, estão lá para morrer ou matar aqueles que fazem parte do seu ciclo de amizade.

A trama se concentra no casalzinho Shuya e Noriko, que tenta sobreviver com a ajuda de Kawada, um aluno transferido que depois se mostra experiente nesse tipo de batalha. Outros personagens se desenvolvem paralelamente de forma bastante atrativa. É o caso da garota Mitsuko, cujo passado será decisivo na sua transformação, entrando de cabeça na idéia do programa e se tornando um dos membros mais sanguinários da trama.

O filme tem excelentes momentos. Destaque para a cena da sala de aula onde os adolescentes recebem as instruções do programa através de um vídeo, em que uma mulher no melhor estilo “propaganda da Insinuante” indica como devem proceder com um otimismo que chega a ser assustador. Outra cena inesquecível é a das garotas no farol que se transforma num banho de sangue depois de um mal entendido, mostrando que o dom da comunicação ainda não atingiu nossos queridos teenagers.

Algumas caras conhecidas completam o elenco. Um deles é Takeshi Kitano, que interpreta aqui o professor Kitano e em 2003 escreve, dirige e protagoniza o conhecido Zatôichi. Kou Shibasaki, a garota que faz a cruel Mitsuko, será vista posteriormente como Yumi no One missed call de Takashi Miike. Talvez a mais pop seja Chiaki Kuriyama, a garota número 13 Takako Chigusa, que 3 anos depois seria convidada por Quentin Tarantino, fã assumido do presente filme, para estrelar a Gogo Yubari do primeiro volume de Kill Bill.

Battle Royale é baseado num romance de Koushun Takami. O livro também inspirou um mangá de mesmo nome, que a exemplo da versão cinematográfica, também está sendo lançado no Brasil pela editora Conrad. Nesse link você pode conferir o primeiro capítulo.

O filme teve ainda uma seqüência em 2003, Battle Royale 2 (Batoru rowaiaru II: Chinkonka), que é muito pouco cotado por aí, e recebeu uma refilmagem Argentina no formato de mini-série pra TV em 2004 intitulada Sangre fría. Também já foi anunciada a realização de um novo remake, possivelmente americano, em 2008.

Conceito: a