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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Terror em Silent Hill

Título original: Silent Hill
Ano de lançamento: 2006
País: Canadá / Japão / USA / França
Direção: Christophe Gans
IMDb
Site oficial

Elenco:
Radha Mitchell - Rose Da Silva
Jodelle Ferland - Sharon Da Silva / Alessa Gillespie
Sean Bean - Christopher Da Silva
Laurie Holden - Cybil Bennett
Deborah Kara Unger - Dahlia Gillespie
Kim Coates - Investigador Thomas Gucci
Tanya Allen - Anna
Alice Krige - Christabella
Colleen Williams - Arquivista
Ron Gabriel - Mecânico
Eve Crawford - Irmã Margaret
Nicky Guadagni - Elinor


Sinopse:
Para todos que cansaram de adaptações inúteis e fracassadas de jogos de videogame e pc, esse é uma boa pedida. Você nem precisa lembrar que Silent Hill é baseado num jogo.

Na história, Silent Hill é uma pequena cidade-fantasma americana, que fora evacuada 30 anos antes para que dessem início a uma série de incêndios subterrâneos. A entrada da cidade permanece fechada desde então, pois o ar do local ainda é prejudicial a saúde humana.

Contemporaneamente a trama se concentra na vida do casal Rose e Christopher Da Silva, cuja filhinha Sharon tem crises noturnas de sonambulismo onde sempre menciona o nome de Silent Hill, que fica no mesmo Estado em que foi adotada pelo casal anos antes.

Contra a vontade do marido, Rose viaja com Sharon até o local, pensando que talvez assim descubra mais sobre o problema da filha. Porém, tentando se livrar de uma policial que ia em seu encalço, termina se acidentando poucos metros depois da entrada da cidade.

Após acordar do choque, Rose nota que Sharon não se encontra mais no carro e parte em uma busca alucinante pela filha em Silent Hill. Com a ajuda da policial Cybil ela vai enfrentar as pessoas mais loucas e as criaturas mais bizarras.

Ao mesmo tempo, Christopher e um policial procuram pelas três. Apesar de se encontrarem na mesma cidade, as duplas definitivamente não parecem estar no mesmo local.

O filme conta com memoráveis cenas de horror, mas que pelo menos no meu caso, por serem fantásticas demais, foram meio difíceis de engolir num primeiro momento. Mas depois que você pega o clima da coisa, torna-se difícil não ficar apreensivo quando a escuridão toma Silent Hill, trazendo seus demônios. Até porque nada se compara a estética da cidade fantasma, lindamente tenebrosa em cada mínimo detalhe, com aquela neblina de cinzas que toma conta do lugar abandonado.

A mitologia da cidade também é bastante atrativa. Não só com relação aos incêndios, mas a história mesmo do local, com a tradição de queimar bruxas, que resultou naquele terrível episódio com a garotinha Alessa, dando início a maldição.

Acho que alguns aspectos poderiam ter sido melhor trabalhados. As ações de Rose são por vezes contraditórias. Quer dizer, se ela se preocupa tanto com a filha, por que arriscar a menina numa viagem precipitada a um local onde o ar é prejudicial, e em inconseqüentes e irresponsáveis atitudes no trânsito?

Também não entendi muito bem qual foi a do personagem do policial Thomas Gucci. Ele não envelheceu nada em trinta anos?

O final não é lá muito revelador, nem mesmo original. Mas apesar de previsível, é de muito bom gosto.

Conceito: c