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domingo, 4 de fevereiro de 2007

O santo pecador

Título original: Saint sinner
Ano de lançamento: 2002
País: USA
Direção: Joshua Butler
IMDb

Elenco:
Greg Serano - Tomas Alcala
Gina Ravera - Detetive Rachel Dressler
Mary Mara - Munkar
Rebecca Harrell - Nakir
William B. Davis - Padre Michael
Antonio Cupo - Gregory
Art Hindle - Morgan Rand


Sinopse:
Esse é mais um filme aka Clive Barker’s Alguma coisa que não é dirigido por Clive Barker. Dessa vez além de produzir, cabe a ele também o roteiro. Parece-me que as faculdades criativas de Clive Barker não andam funcionando muito bem de uns anos pra cá.

Esse filme é absurdo! A história inicialmente se passa num mosteiro do início do século XIX, que foi incumbido pelo Vaticano de guardar e proteger diversas relíquias bizarras da Igreja Católica. Um dia dois irmãos aprendizes de monge – Alcala e Gregory – invadem a cabana que mantém as relíquias e ficam maravilhados com a enorme quantidade de coisas divertidas que têm lá dentro.

A primeira coisa que chama a atenção da dupla é uma revolucionária máquina do tempo. A segunda é uma estranha bola branca com a imagem de duas mulheres entrelaçadas cravadas em alto relevo. Aqui vale um parêntese: alguns filmes fazem você perder uma hora e meia da sua vida pra se mostrar uma completa imbecilidade. Esse não. A partir dessa cena você já pode desligar o DVD.

Basta um toque pra que a bola cresça (com um efeito sofrível) e engula o braço do pobre Gregory, que morre pouco depois. A bola se transforma em dois demônios, Munkar e Nakir, cuja principal característica, além de atuar muito mal, consiste basicamente em exalar uma substância muito semelhante a esperma, que fica constantemente escorrendo pela cara das duas. Mas o que você precisa saber é que elas também ficam maravilhadas com a modernidade de uma máquina do tempo e decidem se divertir alucinadamente no século XXI.

A conselho dos monges, Alcala vai no encalço das duas no intuito de compensar a grande merda que fez. Esse segmento no futuro é tão empolgante quanto o início do filme. Munkar e Nakir começam a se prostituir para atrair vítimas, que lhe servem de alimento. Elas também se divertem repetindo coisas que escutam na televisão. A frase que parece mais digna de crédito na opinião delas é “your satisfaction is guaranteed”, e cada vez que elas repetem isso você tem vontade de quebrar a TV e cortar os pulsos com os cacos da tela, sendo definitivamente um filme não recomendável para momentos de deprê.

Antes de vencer as forças do mal apunhalando as duas bizarras com uma faca mágica que realiza a incrível façanha de girar sozinha, Alcala come o pão que o diabo amassou, pois por chegar sempre atrasado nas cenas dos crimes termina sendo considerado como principal suspeito. O filme termina de forma risivelmente dramática, mas duvido que mais de meia dúzia de pessoas no mundo inteiro tenha conseguido chegar até aí.

Curiosamente Clive Barker é o criador de uma revista em quadrinhos com o mesmo título do filme, publicada pela Marvel em 1993. Inicialmente achei que o filme fosse baseado na revista, mas pelo pouco que li aqui a história dos quadrinhos parece não ter nada a ver com esse filme.

Conceito: e