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sábado, 10 de fevereiro de 2007

A casa amaldiçoada

Título original: The haunting
Ano de lançamento: 1999
País: USA
Direção: Jan de Bont
IMDb

Elenco:
Lili Taylor - Eleanor Vance (Nell)
Liam Neeson - Dr. David Marrow
Catherine Zeta-Jones - Theo
Owen Wilson - Luke Sanderson
Bruce Dern - Mr. Dudley
Marian Seldes - Mrs. Dudley
Charles Gunning - Hugh Crain
Hadley Eure - Carolyn Crain


Sinopse:
O Dr. David Marrow faz pesquisas na área de histeria em grupo. Seu novo trabalho de campo consiste em reunir três voluntários numa casa tenebrosa por alguns dias e deixar passar propositalmente alguma lenda bizarra a respeito dela para ver até onde essa sutil sugestão é capaz de fazer com que os participantes da pesquisa criem e dividam crenças e sensações.

Obviamente, para que a pesquisa seja bem sucedida faz-se mister que nenhum dos voluntários tenha conhecimento da verdadeira intenção da mesma. Assim, Dr. Marrow coloca um anúncio no jornal em busca de voluntários para uma “pesquisa sobre insônia”. Três pessoas são selecionadas: Theo, Luke, e Eleanor, que foi convidada via telefone.

A trama se concentra em Eleanor (Nell), que recebe o convite para participar num momento crucial. Sua mãe, de quem cuidou com muito sacrifício, acaba de falecer. E sua irmã, a conselho do marido, pretende vender a casa em que Nell morou com a mãe, cogitando a possibilidade de Eleanor se mudar para sua casa e cuidar de suas filhas. Inconformada, Eleanor vê no convite uma possibilidade de mudar o rumo de sua vida, aceitando-o sem demora.

Os outros personagens deveriam morrer num slasher movie. Infelizmente estamos falando de um filme de espíritos. Theo é uma modernosa bi-sexual, gostosa e provocante. Só isso. E Luke tem exatamente a mesma personalidade de todos os personagens que Owen Wilson interpreta.

Hill House foi a casa escolhida, construída em 1837 por Hugh Crain para sua esposa Rene e os filhos que o casal teria. Hugh Crain fez fortuna na indústria têxtil e arquitetou uma casa fantástica, toda decorada para as crianças, com rostos de muitas esculpidos e cômodos tão estranhos quanto infantis. Acontece que Hugh Crain e sua esposa nunca tiveram filhos. Todos morreram ao nascer. Desolada, Rene suicidou-se e Crain tornou-se recluso. Mas ele continuou construindo quartos e outros cômodos, e a vizinhança jurava poder ouvir sons de crianças vindo da casa durante a noite.

Temos até agora um bom argumento, uma casa realmente tenebrosa em cada mínimo detalhe, e uma lenda igualmente obscura, rica e bastante atrativa. Mas esse filme faz parte da campanha “Destrua uma boa idéia”.

O desenvolvimento a partir daí se dá dentro de toda a previsibilidade cinematográfica do gênero. O doutor segue seu programa, soltando certos fatos a respeito da casa, os personagens começam a ser assombrados e se deparam com o ceticismo do médico, que acredita que tudo não passa de dados incrivelmente enriquecedores à sua pesquisa.

Mas o que realmente mata o filme são os efeitos. Pra começar, todos os fantasmas da casa parecem irmãos de Gasparzinho. Depois eles decidem aproveitar as incríveis “habilidades” digitais de alguém pra fazer a casa se contorcer das mais variadas formas. O roteiro termina se perdendo nessas manifestações sobrenaturais gratuitas de muito mau gosto.

O final não podia ser pior, tentando forçadamente relacionar um dos personagens ao passado da mansão e caindo num dramalhão insuportável.

A casa amaldiçoada é uma refilmagem de Desafio ao além (The haunting, 1963) de Robert Wise. O original, apesar de ser bem mais cotado do que este, na minha opinião também não é dos melhores do gênero não. Ainda acho o argumento do remake mais atrativo, muito embora a construção dos personagens seja melhor no primeiro. O desenvolvimento dos dois não vale um ponto no Bom Clube, o anterior muito sem graça, esse aqui muito espalhafatoso. Enfim, se o primeiro foi um erro, o segundo foi a burrice.

Conceito: d