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segunda-feira, 6 de novembro de 2006

O diário de Ellen Rimbauer

Título original: The Diary of Ellen Rimbauer
Ano de lançamento: 2003
País: USA
Direção: Craig R. Baxley
IMDb

Elenco:
Lisa Brenner - Ellen Gilcrest Rimbauer
Steven Brand - John Rimbauer
Kate Burton - Connie Posey
Tsidii Leloka - Sukeena
Brad Greenquist - Doug Posey
Deirdre Quinn - Fanny
Courtney Taylor Burness - April Rimbauer
Jacob Pearce Guzman - Adam Rimbauer


Sinopse:
Continuação de Rose red, O diário de Ellen Rimbauer conta a história da casa e da família. Como a única coisa que se salva no primeiro filme é a história da casa, fiquei bastante interessada em assistir essa prequel.

Geralmente um filme estilo “the beginning” acrescenta novos fatos ao que já foi exposto e explica o que não ficou tão claro nos anteriores. Mas não nesse filme. Se O diário de Ellen Rimbauer tem um mérito é o de confundir a trama. Além disso não há nada de novo. O filme é tin-tin por tin-tin o que Joyce conta em Rose red para os paranormais.

Nada do que ficou em aberto no primeiro é explicado aqui. Quer dizer, sabemos que a casa é assombrada desde os eventos com Ellen. Mas antes dos Rimbauer já havia algo de errado com o terreno, pois como se mostra no primeiro filme, as mortes ocorrem desde a construção da mesma. Então eles podiam ter aproveitado essa prequel pra enriquecer a mitologia da casa mostrando o passado do local, e não só a história da casa e de Ellen que todo mundo já conhece desde o filme anterior.

Em vez disso optaram por confundir as coisas. Nota-se isso por exemplo na cena do desaparecimento de April (que no primeiro filme ocorria na cozinha), quando ela está no jardim e vê em um dos lençóis pendurados a silhueta de um homem de chapéu cujas pernas não aparecem embaixo. A cena perde o impacto e fica prejudicada porque em nenhum momento é exposto nada sobre o fantasma.

Nessa seqüência descobrimos também que todas as mulheres que desapareceram tiveram um caso com John Rimbauer, o que inicialmente parece que vai dar um novo sentido aos fatos. Quer dizer, ele bem poderia ter sido o responsável pelas mortes e sumiços das amantes. Mas nada é aprofundado nesse sentido e a coisa fica no ar.

Outro ponto negativo é que uma das coisas que mais caracterizavam Ellen no primeiro filme era sua paixão pela casa e pela construção da mesma, coisa que permanece mesmo depois de sua morte, dando a casa um dos aspectos mais fantásticos de sua mitologia, que é a capacidade de “se construir” sozinha. A própria casa não seria tão surreal, sinistra e fantástica se não fossem pelos bizarros cômodos que Ellen construiu. Nessa seqüência, no entanto, esse fato parece ser um mero detalhe. E sem nenhum motivo aparente ela parece ter uma fixação com a torre, que parece ter uma relação com o espírito da filha desaparecida, algo também sem nenhuma explicação.

O filme sequer mostra os eventos após a morte de John Rimbauer. Nem chegamos a ver o desaparecimento de Ellen. No mais, o desenrolar é sem graça, sem suspense, sem assombração. Nesse último quesito até Rose red consegue ser superior.

Conceito: d